Guilherme Demachaut: O Tecladista que Dá Vida a Dizzy Reed no Tributo ao Guns N' Roses

O rock and roll vive de ícones, mas a magia de uma grande banda de tributo está em quem veste a camisa — e domina as teclas — com a mesma paixão dos palcos mundiais. Se você é fã de carteirinha do Guns N’ Roses, sabe que a sonoridade marcante da banda passa obrigatoriamente pelos arranjos de piano e sintetizador. Para entender o que move essa engrenagem nos palcos, batemos um papo exclusivo com Guilherme Demachaut, o talentoso tecladista que assume a persona de Dizzy Reed no projeto Nightrain Club. Em um texto corrido, descontraído e cheio de personalidade, Guilherme abriu o jogo sobre influências musicais, desafios técnicos e curiosidades hilárias dos bastidores.
A jornada de Guilherme na música começou cedo, impulsionada pelo momento exato em que parou para ouvir atentamente um solo pela primeira vez, percebendo ali que sua vida estaria ligada à arte. Fã declarado de gigantes como Dream Theater, Casiopea e Led Zeppelin, ele traz essa bagagem técnica e progressiva para recriar com perfeição a atmosfera dos álbuns clássicos do Guns. Questionado sobre qual seria sua trilha sonora definitiva em uma ilha deserta, a resposta veio rápida e certeira: o icônico álbum Appetite for Destruction.
Mas viver na pele de um dos músicos mais longevos do rock exige técnica e muita sintonia. Guilherme revela que, enquanto tocar o hino Paradise City — que também foi o primeiro clipe que o marcou na MTV — é puro prazer e catarse com o público, o maior desafio técnico de seu repertório ao vivo é, sem dúvida, a épica Estranged. Nos bastidores, a preparação é clássica: minutos antes de subir para o show, o ritual envolve aquecer a mente... tocando um bom e velho teclado imaginário. E quando o assunto é o personagem que interpreta, ele resume sua visão com profissionalismo: mais do que a estética, o que faz questão de entregar em alto nível é o respeito e a conexão genuína com os colegas de banda, transformando toda a sua história particular em performance pura.
A conversa ainda reservou momentos divertidos, como a revelação de que seu "Lado B" favorito do Guns N’ Roses que merecia um espaço cativo no setlist é a bela "Since I don't have you". No rápido bate-bola, Guilherme arrancou sorrisos ao confessar seu som guilty preference secreto — o clássico sertanejo “Não aprendi dizer Adeus”, da dupla Leandro e Leonardo — e definiu perfeitamente sua relação com a rotina de ensaios com a frase estampada em espírito de camiseta: "Eu não tenho mais tempo pra entrar em banda!". Um papo imperdível que mostra o talento, o bom humor e a alma de quem faz o rock n' roll pulsar de verdade nos palcos ao lado do Bar Dom Pedro e em toda a cena de tributos.



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